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Plantio direto da Mandioca reduz em 90% a perda de solo

Plantio direto da Mandioca reduz em 90% a perda de solo

Palestrantes apontaram em encontro de produtores que o plantio direto tem maior produtividade do que o convencional

No Encontro de Mandiocultures realizado nesta quarta-feira (dia 27), em Terra Rica, os palestrantes abordaram o aspecto conservacionista do plantio direto. O sistema reduz em 90% a perda de solo, que, junto, levam os nutrientes essenciais para o cultivo.

O evento foi uma realização do IDR-PR e contou com a presença de quase 200 produtores que queriam conhecer e tirar dúvidas sobre o plantio direto. As palestras foram realizadas na AABB de Terra Rica.

Na abertura do encontro, o gerente regional do IDR Antonio Souza dos Santos, falou da importância da cultura para a região e defendeu a necessidade de o produtor se aprimorar para aumentar a produtividade. “Tem agricultor que diz que precisa produzir 80 toneladas de mandioca por alqueire para encontrar o ponto de equilíbrio. Só acima destas 80 toneladas é que começa a ter lucro. Nós sabemos que tem produtor que não está produzindo isto. Então como fica?”, questionou o técnico.

Também na abertura do evento, o agroindustrial Vilmar Rolders defendeu a necessidade de baixar os custos de produção. Na visão dele, o produtor não tem como intervir em aspectos de mercado, como a dolarização da economia. “Mas pode trabalhar para reduzir os custos de produção”, disse ele.

Por sua vez, o agroindustrial Ivo Pierin lembrou aos produtores que a cultura da mandioca se constitui numa oportunidade. Falou da importância de se produzir alimentos, cujo consump deve continuar crescendo pelos menos pelos próximos 30 anos e de o produtor firmar parcerias com as indústrias. “Não precisa ser uma indústria. Pode ter parceria com mais de uma, mas sempre garantir a venda de sua produção”, ensinou ele.

PALESTRAS – A primeira palestra foi do pesquisador Marco Antonio Sedrez Rangel, da Embrapa (atualmente cedido ao Ministério da Agricultura), que discorreu sobre o plantio direto. Antes, ele apontou as características do solo arenoso da região, com baixo teor de matéria orgânica e baixa capacidade de retenção d’água, ficando mais sujeitos à degradação.

Lembrou que a região tem como cultura predominante a pastagem, com dois milhões de hectares, “a maior parte degradada ou em níveis de degradação”. A mandioca, disse ele, é uma excelente opção para fazer o rodízio de pastagem. “Não dá para falar em integração lavoura X pecuária sem falar em mandioca”, explicou.

De outro lado pontuou que as secas têm se tornado regra na região e não exceção. Isto contribui para facilitar a perda de solo quando vêm as chuvas, pois a areia está solta. “O Brasil perde 34 toneladas de terra por ano”, revelou.

Neste contexto, o sistema de plantio direto aparece com grande opção para reverter este quadro. Como a terra não é revolvida a matéria orgânica é mantida no solo. “Não é um sistema complicado. Mas tem que ter dedicação”, disse o pesquisador, enfatizando a necessidade de usar variedades que melhor se adaptam ao plantio direto. “Já temos variedades apropriadas para o plantio direto”, avisou.

Além de variedades apropriadas, explicou Rangel, “as plantadeiras convencionais podem ser adaptadas para o plantio direto, que reduz a perda de solo em até 90%”.

O pesquisador chamou a atenção também para a capacidade do sistema de proteger o solo nos períodos mais quentes. Pesquisa mostra que quando a temperatura atinge 38º por exemplo, no solo, com a proteção da palhada, a temperatura é de pouco mais de 30ºC. Isto contribui, por exemplo, para melhorar a quantidade de amido na mandioca.

Marco Rangel apresentou estudos que demonstram claramente que a produtividade da mandioca no sistema de plantio direto é maior que no convencional. Isto porque, embora algumas variedades tenham menos raízes, o teor de amido é bem superior, que é o que remunera o produtor.

O pesquisadpr fechou sua palestra lembrando que o plantio direto significa “o aumento da sustentabilidade” do setor, inclusive com o sequestro de carbono.

ADUBAÇÃO – O pesquisador Mario Takahashi, do IDR-PR, apresentou as diversas variedades de mandioca que estão à disposição dos produtores. Mas orientou a utilização daquelas que estão registradas no Ministério da Agricultura. Isto porque, as seguradoras só cobrem os danos de variedades registradas.

Ele chamou a atenção para os produtores que querem fazer adubação. “É fundamental fazer análise do solo antes da adubação para avaliar a dosagem correta a ser aplicada”, principalmente neste tempo em que os fertilizantes têm ficado cada vez mais caro a provocado aumento nos custos de produção. “O valor da análise do solo não é nada perto do que se pode economizar”, disse ele.

DESAFIOS - Por fim, o produtor Victor Vendramin falou dos desafios do plantio direto. De forma bastante didática ele enumerou os problemas que podem surgir neste sistema, principalmente quando acontece o excesso de palha, que “embucha” a plantadeira.

Com fotos e vídeos produzidos por ele mesmo, Vendramin apresentou os problemas, disse como encontrou a solução e quais foram os resultados.

Entusiasmado com o plantio direto, o produtor apontou as principais vantagens do sistema: redução de até 90% de perda do solo, proteção do solo contra altas temperaturas, manutenção da matéria orgânica e o carbono no solo, aumento da capacidade  de infiltração de água e a conservação do solo com um todo.

“Eu sugiro que os produtores comecem devagar, com pequenas áreas e depois ir avançando”, pontuou o produtor Victor Vendramin.

 

 

 

 

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